1º lugar para Técnico Ministerial no MPE/MA: “Vendi bala nos ônibus e dormi em albergue”

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Motivação - Paulo Sérgio

“Estudei em escola pública, e como tinha que ajudar meu pai nos negócios, acabei fazendo Ceja (educação de jovens e adultos). Comecei a estudar para concurso quando meu pai teve um AVC e os negócios foram à falência.  Já trabalhei como vendedor de balas nos ônibus e dormi em albergue.”

 


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Quem olha para Paulo Sérgio Lopes talvez não imagine as experiências e superações acumuladas ao longo dos seus 41 anos. Muitos se interessam pelo mundo dos concursos em busca da estabilidade, melhores salários ou outros benefícios. Mas no caso dele, o concurso representou muito mais do que isso: foi o recomeço, depois de tantas reviravoltas na vida pessoal.

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A história começa na Travessa 11 de Julho do bairro Carlito Pamplona, periferia de Fortaleza. Filho de vendedor ambulante, ele conta ter a sorte de ter duas mães: sua genitora e uma tia que também o criou. Ambas pessoas humildes, vindas do interior do estado e analfabetas, assim como o pai de Paulo.

"Estudei em escola pública, e como tinha que ajudar meu pai nos negócios, acabei fazendo Ceja (educação de jovens e adultos). Comecei a estudar para concurso quando meu pai teve um AVC e os negócios foram à falência. Então, fiz o concurso da Aeronáutica. A Folha Dirigida foi muito importante na minha preparação, pois quando comecei a estudar, os concursos não eram tão veiculados pela internet, e eu procurava as oportunidades através de jornais de grande circulação", conta.http://bit.ly/1h1OWMX

Aos 23 anos, Paulo foi aprovado em seu primeiro concurso, como soldado especialista temporário da Aeronáutica. Nessa época, seu pai já não podia trabalhar, e era o salário de Paulo o único sustento da família. Como o emprego era temporário, ao sair da Aeronáutica, em 2000, o ex-soldado foi tentar a vida na França. "A Legião é um exército mercenário a serviço da França. Peguei informações com um representante do Consulado francês que tinha perto da praia de Iracema, em Fortaleza. Quando saí da Aeronáutica, com o dinheiro que tinha guardado peguei um voo que fez escala em Portugal e desembarquei em Paris, onde me alistei na Legião."

A experiência no exterior não foi fácil, mas ele soube tirar proveito dos quatro anos longe de sua origem. "Após um curto período na Legião, um amigo me convenceu a atravessar a fronteira da França com a Catalunha, na Espanha. Lá trabalhei no setor civil em diversos empregos, concluí Estudos Hispânicos na Universidad de Barcelona e retornei em 2004. Ia voltar para lá, quando conheci a filha de um primo que não via há muito tempo. Nos apaixonamos e casamos em 2005."

Professor leigo - Mesmo sem ter formação na área, ele trabalhou como professor em um cursinho montado pela Prefeitura de Eusébio, dando aulas de Raciocínio Lógico, Direito Administrativo, Direito Constitucional e Português. "Na verdade, eu era o que eles tinham e, para mim, foi uma experiência gratificante. Recém-casado, estava precisando de emprego, a prefeitura acatou a ideia e me deu a vaga", relata. "Alguns jovens conseguiram aprovação em concursos de pequeno porte. Mas a semente foi plantada: hoje, um dos alunos deu continuidade e passou no MPU", conta, orgulhoso.

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No ano seguinte, Paulo Sérgio e a mulher tiveram um filho, Paulo Félix, hoje com 7 anos. "Depois passei na PM-CE, mas fui cortado no limite de idade. Entrei na Justiça, e acabei perdendo. Foi um choque, investimos tempo e dinheiro nesse concurso e já tínhamos um filho. Então estudei para o concurso de auxiliar de operações da Cobra Tecnologia, acabei ficando em 6º lugar e assumi em 2009."

Jogo de azar - Mas a vida ainda lhe reservava uma surpresa nada agradável. "Foi quando conheci um site inglês chamado Sportingbet. Comecei a me envolver e a jogar cada vez mais alto. Cheguei a estourar todos os meus cartões, pedi empréstimo, fiquei devendo a todo mundo. Vendi um Chevette que tínhamos e, quando minha esposa foi à casa da mãe dela, vendi também nossa casa." Sem dinheiro e com toda a família contra ele, separado da mulher e do filho, Paulo pediu demissão da Cobra Tecnologia e ficou vagando pelas casas dos amigos. "Ouvi várias vezes que eu estava acabado. Havia chegado ao fim do túnel."

Nessa fase ruim, um novo ânimo ressurgiu quando um grupo de professoras pediu a Paulo que desse umas aulas para o concurso de docente que se aproximava. "Passei a dar o pouco dinheiro que ganhava com as aulas ao meu filho, voltei a sair com ele e tentei salvar meu casamento. Tarde demais, minha esposa já tinha outra pessoa, e todos afirmavam que eu não iria conseguir jamais um emprego como o da Cobra", relembra.

E foi lendo a Folha Dirigida, na banca de um amigo, que Paulo se interessou pelo concurso da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. Começou a se dedicar a concursos na área jurídica e estudava de cinco a seis horas por dia. "Fui a Vitória, Espírito Santo, pois tenho conhecidos lá e não tinha dinheiro suficiente para ir a Porto Alegre.

Cheguei a Vitória com uns 45 dias de antecedência da prova. Trabalhei como vendedor de balas nos ônibus e comprei uma passagem para Porto Alegre. Lá, dormi num albergue, fiz a prova para técnico administrativo e fiquei em 293º lugar entre 45 mil inscritos", relata.

Só passagem de ida - Paulo conseguiu um emprego de carteira assinada em Porto Alegre, num estacionamento onde trabalhava das 9h às 18h20. Nessa época, sua rotina de estudos ia das 5h30 às 8h45. De volta à terra natal, resolveu fazer o concurso do Ministério Público do Maranhão, este ano. "Fui só com o dinheiro da ida, fiz para técnico ministerial, promotoria de Santa Helena. Era só uma vaga e havia 166 candidatos, fiquei em 1° lugar", comemora.

Mas a ida ao Maranhão não foi tão simples assim. Diante das dificuldades, Paulo viveu uma verdadeira aventura para conseguir realizar o concurso do Ministério Público. "A professora Maria Solange dos Santos comprou no cartão minha passagem de ida, pois eu só tinha R$60 no bolso, e foi o que usei para pagar uma hospedagem de R$25, a uns 200 metros da rodoviária de São Luís. No dia seguinte, peguei um moto taxi para me levar até o local de prova, tomei um café e mal fiquei com o dinheiro do almoço. Cheguei a São Luís num sábado, véspera da prova."

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Depois do exame, sem dinheiro para outra diária, ele recorreu à irmã, mas ela não tinha o suficiente para a passagem de volta. "Já estava pensando em vender balas dentro dos ônibus, como fiz em Vitória, mas consegui entrar em contato com um amigo, Francisco Mardonio Viana, que é guarda municipal em Maracanaú/CE. Ele disse que não tinha dinheiro, mas que faria o possível para comprar uma passagem no cartão do cunhado. Acabou conseguindo e me enviou um número para que eu pudesse retirar a passagem no guichê da rodoviária." Quando perguntado sobre o "segredo do sucesso", se é que há algum, a resposta de Paulo é motivadora: "Qualquer um pode passar em concurso público, basta foco e preparação."

Estudo até no ônibus - Sua história de superação se destaca, e hoje ele é exemplo para quem quer trilhar o mesmo caminho de sucesso. Então, atenção às dicas do vencedor: "Acho que quem quer se preparar para concurso tem que estudar ao menos quatro horas por dia ou estudar nos espaços livres, como no caminho para o trabalho, dentro do ônibus, no intervalo do almoço, onde der.

O concurseiro deve estudar todo o conteúdo, mas é bom que ele se especialize nas matérias comuns à maioria dos concursos. Eu, por exemplo, me especializei em Português, e geralmente gabarito ou chego perto. Direito Administrativo e Direito Constitucional também são matérias importantes." http://bit.ly/1h1OWMX

Hoje divorciado, Paulo mora em um pequeno apartamento conjugado. Ele está recomeçando a vida, conheceu outra pessoa e adotou uma criança recém-nascida. "Estou em uma relação estável com uma moça de Fortaleza que conheci já grávida. A criança nasceu, batizamos de Levi e eu a registrei no meu nome."

Enquanto aguarda a nomeação no Maranhão, prevista para novembro, Paulo segue nos estudos. "Não jogo mais, estou estudando agora para a área federal, moro de aluguel e as coisas estão difíceis, mas não perco a esperança e dou o conselho que concurso é persistência. Não se estuda para passar, mas até passar." Um exemplo de perseverança, com esperanças de dias melhores.

Fonte: Folha Dirigida

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2 opiniões :

Anderson Felipe disse...

Este rapaz é um exemplo de motivação,é lendo esse tipo de matéria, que ganho cada vez mais ânimo para seguir em busca da aprovação em um concurso. Tenho 19 anos, sou aluno de Direito, e espero um dia realizar meu sonho de passar em um concurso público, o meu alvo é o TRE-MA. Já prestei concurso duas vezes(DETRAN-MA E PM-MA) e continuo estudando para que um dia, se Deus quiser eu consiga ser aprovado em algum concurso.

Marcio Silva disse...

Uma história de muita perseverança. Um exemplo! Para todos aqueles que estudam para concurso, eu me incluo nesse universo, mantenham o foco, a disciplina e a empolgação. Deus olhará seus esforços. Amém!

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